BB e CEF vão impedir saques em espécie de recursos públicos

Medida adotada pelos bancos impede retirada, na boca do caixa, de valores que tiveram origem em contas públicas federais

Agência Brasil

Acordo vai contribuir nas investigações de desvios de recursos públicos

A Caixa Econômica e o Banco do Brasil assinaram um termo de ajustamento de conduta junto ao Ministério Público Federal para impedir saques em espécie de recursos públicos federais e tornar todas as operações com esses recursos rastreáveis.

O objetivo do acordo é contribuir nas investigações de desvios de verbas públicas, garantindo que o dinheiro tenha, a todo momento, instrumentos que permitam seu rastreamento.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado ontem entre o MPF, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil vai dificultar a movimentação de recursos federais por representantes de prefeituras, por exemplo. Uma trava instalada no sistema das instituições vai exigir que o destinatário do pagamento seja devidamente identificado, facilitando o rastreamento do dinheiro.

Com a medida, fica impedido o saque recursos que tiveram origem em contas públicas federais na boca do caixa, em espécie. O anúncio do acordo foi feito nesta quarta-feira (7) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que afirmou que os bancos “tiveram a sensibilidade de entender que o saque em espécie torna inviável o rastreamento desse dinheiro depois”.

A subprocuradora-geral da República, Mônica Nicida Garcia, explicou que, a partir de agora, todas as operações terão de ser rastreáveis, independente do valor.

Cresol